| CSP - BRASIL 2008 |
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O maior campeonato de paintball já realizado no Brasil! Com 32 equipes, jogadores vindos do Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Argentina, Chile, Uruguai e Estados Unidos, impressionantes 142 jogos em um único final de semana, o CSP Brasil 2008 reuniu grandes estrelas do paintball internacional como jogadores do Dynasty (Yoshi Rau e Alex Fragie) e do Ironmen (Billy Wing e Davon), estes trazidos por Xalo Almeida, brasileiro jogador do Jungle Boyz que agora também é também jogador do Ironmen. O evento foi realizado
no complexo esportivo Playball, em quadra de grama sintética com
flocos borracha, ampla arquibancada coberta, lanchonete, restaurante,
banheiros, vestiários com chuveiros, ambulatório, tendas
para os jogadores e estacionamento. A Mercenários deixou seu novo
campo de X-Ball para ser estreado no dia do torneio, dando assim chances
iguais a todos os times. A equipe de juizes liderada por Fuscão,
proprietário da Adventure, foi composta por jogadores e funcionários
da Mercenários bastante experientes e realizou um ótimo
trabalho, fazendo com que os jogos fluíssem com relativa tranqüilidade.
Foi algo muito além de um campeonato. Estava mais para um grande evento social do paintball, onde reencontramos velhos amigos que não víamos a muito tempo, como o Duda, o Mark com a família agora maior (ex-Mercenários), Baxo, Ademir, Ângelo… Bom demais! Vários jogadores que praticamente vi crescer, agora levaram suas esposas e filhos. A nova geração do paintball surgindo. QUINTA-FEIRA: Começamos o evento com a montagem do campo e inspeção dos cilindros feita pela Scubalab. Muitos times apareceram por lá para andar o campo ou simplesmente para ver o que os esperava. SEXTA-FEIRA: Pode-se dizer que o dia foi patrocinado pela Dye/Proto: Pela manhã a Scubatech montou os compressores e cascatas garantindo o ar a 4.500 psi no torneio. A primeira atração do dia foi a Tech Class dada pelos jogadores do Ironmen tirando dúvidas e ensinando sobre manutenção de marcadores destas marcas (que aliás os coitadinhos foram muito explorados pelo Xalo que os fez trabalhar como escravos durante todo o torneio em todos os minutos vagos consertando armas da galera-fizeram um excelente trabalho!). Começando a tarde fizemos o 1 x 1 PROTO – divertidíssimo campeonato de um contra um, com 40 jogadores. A tabela de Excel feita por Rafael, do Papeletto, ficou muito boa, com as duplas sendo refeitas automaticamente conforme iam acontecendo os jogos, com repescagem e tudo mais. Muito dinâmico, com apenas um minuto de duração cada jogo, este campenato foi um start à altura do que viria no dia seguinte. O campeão foi Thiago, do Angers, que ganhou a Proto SLG e o trofeu. Depois do 1 x 1 veio o Pro School, onde Devon, Billy Wing e Xalo deram um belo curso com muitas dicas importantes sobre posicionamento, códigos, comunicação e vários outros toques que ajudam a fazer do Ironmen um dos times top do mundo. SÁBADO: As 8:00h. em ponto chamamos os primeiros times, ao som do Hino Nacional Brasileiro tocado numa versão hard rock muito boa e de acordo com a ocasião. As bandeiras foram uma cortesia da Adventure e cada time que conseguisse a colocação podia levá-la como souvenir. Os jogos começaram já num rítmo frenético. Enquanto duas equipes jogavam outras duas já esperavam na concentração, cronografando e outras duas aguardavam a vez de entrar. Com tantos jogos para fazer em tão pouco tempo, não podíamos perder nem um minuto. A Band Esportes (rede bandeirantes de Televisão) mandou seu pessoal da TV Radikaos para fazer a cobertura do evento que será transmitido em rede nacional. Na categoria Amador tínhamos algumas equipes com muito pouca experiência em torneios, como Rapinas Rookie do Brasil e B.A.R. da Argentina, mas que surpreenderam pelo bom desemepnho. O Absolute, do Uruguai, foi campeão em dois torneios recentes na Argentina, mas sentiu bastante a pressão de um campeonato do porte do CSP Brasil, onde vários participantes estão acostumados a jogar nos grandes campeonatos da NPPL e PSP nos Estados Unidos. Mas isso é normal. Nenhum time melhora de nível se não enfrentar os mais experientes. É assim que se aprende; é assim que se cresce. O importante é ter coragem de participar e ter a humildade de reconhecer seus próprios erros para então poder corrigi-los. Os jogadores do Dynasty, que vieram com o patrocínio da Smart Parts, jogaram em times separados: Alex Fraige jogou no Mercenários e Yosh Rau jogou no Bulldogs usando a novíssima LUXE, feita pela DLX, divisão de luxo da Smart Parts. Os do Ironmen também foram distribuídos, ficando Billy Wing no Jungle Boyz junto com Xalo e Devon no Jungle Juice. Apesar da barreira de idioma e de nunca terem jogado juntos, foi uma grande atração vê-los em ação. A experiência, velocidade e visão de jogo destes jogadores mostram que sempre temos mais para aprender. O Mercenários ganhou todos os jogos na fase classificatória, terminando em primeiro na pontuação. Daniel Huamani estava jogando muito bem, acho que foi uma de suas melhores atuações em torneios que eu me lembre. Alex, com sua velocidade absurda, cruzava o campo como um raio contando com o back up do restante dos jogadores. O time estava muito afinado e detonando os adversários rapidamente e terminou a fase com a maior pontuação. O Rapinas, que normalmente joga os torneios do CSP com o Xalo e em alguns casos também com o Miko, como em Aruba, jogou com sua formação original e perdeu somente um jogo na rodada preliminar. Jungle Boyz ganhou
todos em sua chave, em jogos consistentes, com jogadores bem entrosados.
O Ninjinhas se dividiu em 3 equipes, 2 na categoria Open e uma na Amador
e os dois times da Open mantinham bons desempenhos. Caio continua sendo
a grande atração do Ninjinhas – grande em todos os
sentidos! A volta do Magal eu acho que trouxe de volta a outra parte da
alma do time, a parte com mais calma e serenidade. O GXS mudou muito a formação. Os garotos do GXS Junior agora são Open e a mistura deu certo. Os garotos são muito novinhos mas têm muita experiência e jogam há muitos anos. Um overshooting dado por 3 jogadores do GXS sobre um jogador do Ninjinhas em um jogo gerou uma rivalidade que terminou em uma represália forte do Ninjinhas sobre o GXS em outro jogo com overshooting sobre um dos garotos, Benjamin. Aí aconteceu o improvável… Benjamin largou a marcadora e correu para cima do Magal! Imagina a cena de Davi e Golias… O juiz simplesmente agarrou Benja pela cintura enquanto Magal olhava incrédulo. Imediatamente um jogador chileno fora do campo tentou entrar na confusão e foi impedido pelo Rodrigão do Ninjinhas. Enquanto isso o DJ aproveitou para tocar a música tema do filme Rocky – The Eye of the Tiger, acabando com o clima tenso. No fim, tudo terminou com QUASE agressões, sem maiores prejuízos e ambos os times receberam penalizações muito altas por conduta anti-esportiva. SEMI-FINAIS: Os 6 melhores pontuados na categoria Amador e os 8 da categoria Open jogaram as semi-finais, cada categoria dividida em 2 chaves, jogando somente entre si. A Argentina foi representada nas duas categorias, com o B.A.R. na Amador e os Moonwalkers na Open. O Hitman sempre consegue marcar sua presença discreta e eficiente em nossos torneios e desta vez não foi diferente. As chaves ficaram assim:
Mercenários sofreu a maldição das semi-finais e o brilhante desempenho que vinha tendo falhou, fazendo com que perdessem 2 jogos e com isso lá se foi a chance de ir para as finais. Moonwalkers também não teve um bom desempenho, passando então Ninjinhas Delta, Rapinas, Jungle Boyz e Hitman para as finais, sendo que, com base na pontuação de cada equipe, Hitman e Rapinas disputariam 3o. e 4o. lugares e Ninjinhas Delta e Jungle Boyz 1o. e 2o. lugares. Um desentendimento entre o Guga e o Fuscão, juiz máximo, nas semi-finais fez com que Guga fosse impedido de jogar o resto do torneio e o Rapinas teve que continuar nas finais com apenas 4 jogadores, já que em casos assim o time não pode substituir o jogador penalizado. Lamentei muito o caso, pois todos os jogadores do Rapinas têm tido um comportamento absolutamente exemplar em todos os torneios do CSP de que participam em vários países, sendo sempre motivo de orgulho para o Brasil. Sei que foi um momento de muita tensão tanto para o Guga quanto para o Fuscão e que o arrependimento veio imediatamente, porém a regra tem que ser aplicada. Na categoria Amador Monkey e Ronin Black disputariam 3o. e 4o. lugares enquanto a dupla carioca Ink e Hell Boys brigavam por 1o. e 2o. lugares. FINAIS: Todos os jogos foram impressionantes, mas Ink e Hell Boys deram um belo exemplo de espírito esportivo, jogando duro pelo título de campeão, mas sem esquecer o respeito e a amizade. Terminaram com Ink em primeiro lugar sendo muito felicitado pelos jogadores do Hell Boys. Os Monkeys ganharam o primeiro jogo, mas perderam os dois seguintes para o Ronin Black que terminou em terceiro. Rapinas perdeu o primeiro jogo contra o Hitman e ganhou os outros 2 ficando em terceiro lugar. Jungle Boyz derrotou o Ninjinhas Delta por 2 jogos em seguida, dispensado assim o terceiro jogo e sagrando-se campeão. MELHOR JUIZ: Na votação feita pelos times, novamente ganhou estourado o Cleber, o Come-Terra de Olhos de Águia! Nada escapa ao experiente Cleber. Gosto de vê-lo arbitrar. Este foi o quinto ou sexto prêmio que ele ganha em meus torneios. Parabéns, Cleber. Continue fazendo um bom trabalho! Todo o capital investido, o tempo, preocupação e trabalho valeram a pena. X-Ball pode ser polêmico por levar a torcida à loucura e às vezes gerar discussões fora do campo. Mas sem sombra de dúvida transforma o campeonato numa verdadeira festa. As finais que muitas vezes já não têm mais ninguém para assistir desta vez viraram a grande atração. Os jogadores do Dynasty e Ironmen deram um brilho extra ao evento, com sua simpatia, talento e experiência. A Mercenários agradece sinceramente o incondicional apoio das equipes que prestigiaram nosso evento e o suporte das empresas que apoiam o CSP colocando esta série entre as mais importantes do mundo. RESULTADOS FINAIS:
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