CSP
2006 - EQUADOR
Iniciou-se dia 18 de fevereiro em Guayaquil,
no Equador, o maior e mais importante
evento de paintball da América do Sul:
CSP - Circuito Sul-Americano de Paintball,
com a presença de 15 equipes vindas de 6 países
sul-americanos:Brasil, Chile, Colombia, Equador, Peru
e Venezuela. Organização Mercenários/Monosalvaje
|
Foi com um
tempo bastante chuvoso e muito calor que chegamos a Guayaquil.
A cidade é pequena, mas conta com bons hotéis, restaurantes
e shoppings excelentes. Edmundo, Cachencho e Cachenchito nos levaram
para conhecer um pouco da cidade e da culinária local.
No hotel encontramos
nossos amigos chilenos do Generación, que agora contam
com Marcelo Prieto e Ricardo "Pelado", ex-Sombras e
aos poucos foram chegando os peruanos, colombianos, venezoelanos
e por fim o Attack, que se juntou ao Rapinas formando o Attack-Rapinas,
pronunciado por nuestros compañeros como ATARRAPINHAS.
Na quinta-feira
à noite Edmundo, Tony, eu e mais alguns jogadores participamos
de um programa ao vivo nos estúdios da TV CD7 Sable Deportes,
um canal de esportes do Equador.
A reunião
de capitães foi feita no próprio hotel na sexta-feira
a noite, com a presença de muitos jogadores, juizes e até
do pessoal da Fox Sports. Após a reunião, vários
jogadores levaram suas marcadoras para serem revisadas ou consertadas
pelo Tony que cuidou de todas ao lado da piscina.
A organização
do evento ficou por conta de Edmundo Jordan e Mário Gonzales
do Monosalvaje. A equipe de juizes foi comandada por Jorge “Mataperros”
Bolivar, que já havia sido juiz máximo na etapa
da Colombia no CSP 2005. O campo foi montado na Ciudad Deportiva
Carlos Perez Perasso, nos arredores de Quayaquil, um complexo
de 7 campos de futebol com grama perfeita, lanchonete bastante
próxima e tendas amplas com muitas mesas e cadeiras para
conforto dos jogadores e uma arquibancada natural para o público.
Mário Gonzales, sempre muito simpático e incansável,
cuidava dos cronógrafos, súmula de jogos, quadro
de pontos e ainda tirava ótimas fotos enquanto distribuía
camisas polo bordadas com o logo CSP a todos nós da organização
e vendia camisetas da CSP Equador aos muitos interessados! Preciso
de alguém como ele por aqui!
Dos 16 times
inscritos, apenas o Vixxes da Venezuela não compareceu.
As equipes foram divididas em 2 chaves:
CHAVE
1 |
CHAVE
2 |
| Adrenalina
- Eq.
Generacion - Ch.
Killers - Eq.
Attack-Rapinas - Br.
Almafuerte - Co.
Peru Paintball - Pe.
Vixxes - Ve.
Monosalvaje - Eq.
|
Fusion
- Ve.
Monosalvaje Junior - Eq.
Evolution - Eq.
Team Tuna -Eq.
Fast Ducks - Co.
Avalancha - Co.
Mercenários - Br.
Crimen Organizado - Eq. |
O torneio
começou com um pouco de atraso devido a forte chuva que
derrubou as telas, mas não demorou para que o tempo fosse
recuperado em jogos muito rápidos e extremamente disputados.
O estilo de equipes como Generacion, Peru Paintball e Monosalvaje
mudou muito desde a última etapa do CSP 2005 na Colombia...
deixaram para trás aquele jeito passivo de jogar sempre
atrás, estão muito mais agressivos e rápidos,
fazendo jogos bem mais emocionantes, surpreendentes. Equipes que
não eram conhecidas pelos times do Chile e Brasil, como
o Fast Ducks e Team Tuna já estão num nível
bastante avançado e as equipes mais jovens, como o Crimen
Organizado de Quito, formado por garotos novinhos e uma menina,
Estefania, jogaram com muita coragem contra todas as equipes de
sua chave. Espero que continuem treinando e participando dos torneios,
pois têm um grande futuro pela frente!
Uma coisa
que me chamou a atenção já no torneio da
Colombia e novamente no Equador, é a dificuldade que há
em se manter os jogadores eliminados sentados atrás do
dead box e com as bocas fechadas. Isso causou alguns problemas
em alguns jogos, principalmente porque os juizes foram condescendentes
demais com este tipo de conduta durante as preliminares. Era quase
como se ficar falando depois de eliminado fosse uma tradição...
somente depois de muita insistência de minha parte, fiscalizando
os dead boxes e mandando-os sentar-se e quando os juizes começaram
a penalizar os jogadores de acordo com a regra é que a
coisa começou a entrar nos eixos. Estes jogadores certamente
teriam muitos problemas em torneios no Brasil, ou outros países,
onde este tipo de conduta é penalizada rigorosamente desde
a primeira ocorrência.
Os garotos
do Evolution têm um grande talento para jogar paintball.
São rápidos, se posicionam bem, só lhes falta
ter a responsabilidade de jogar todo o torneio... Como perderam
alguns jogos no sábado, eliminando a possibilidade de irem
para as semi-finais, simplesmente não jogaram no domingo
no restante das preliminares. É uma pena.
Domingo amanheceu
chovendo mais do que no sábado. A chuva era tão
forte que alagou parte de Guayaquil e muita gente não podia
atravessar a cidade para chegar ao campo. tivemos que esperar
até que a tempestade amenizasse para poder dar início
aos jogos, mas como a tabela estava bem tranquila, não
tivemos grandes problemas.
As preliminares
terminaram da seguinte forma:
PRELIMINARES |
CHAVE
1 |
PTOS. |
CHAVE
2 |
PTOS. |
Attack-Rapinas
Monosalvaje
Perupaintball
Generación
Killer
Almafuerte
Adrenalina |
679
498
416
412
348
210
154 |
Mercenários
Avalancha
Fusion
Team Tuna
Fast Ducks
Monosalvaje Jr.
Evolution
Crimen Organizado |
666
590
498
328
314
188
180
50 |
Com a ajuda
dos capitães destas equipes fizemos o sorteio das 2 chaves
das semi-finais, que ficaram da seguinte forma:
CHAVE
1 |
CHAVE
2 |
Attack-Rapinas
Team Tuna
Generación
Fusion |
Mercenários
Monosalvaje
Team Tuna
Perupaintball |
Os jogos das
semi-finais foram muito bons, super disputados e sem nenhum incidente.
A estratégia do Attack-Rapinas de jogar atrás fazendo
um tiro ao alvo no adversário vinha funcionando bem, mas
o Fusion parece que descobriu uma boa estratégia e acabou
ganhando de Max este jogo - única derrota do Attack-Rapinas
nas semi-finais. Na chave 2 o Mercenários seguia com excelente
desempenho, ganhando dois dos 3 jogos e empatando o último
jogo com Perupaintball, que jogou inspiradíssimo e vibrou
muito com o resultado. As semi-finais terminaram com a seguinte
pontuação:
Chave
1: Fusion 290 pontos, Attack-Rapinas 170 pontos, Generación
134 pontos e Team Tuna 16 pontos.
Chave
2: Mercenários 210 pontos, Monosalvaje 198 pontos,
Avalancha 118 pontos e Perupaintball 34 pontos.
Os dois melhores
pontuados de cada chave jogaram entre si nas finais: Mercenarios,
Attack-Rapinas, Fusion e Monosalvaje. Desta vez alguns jogadores
pareciam um tanto exaltados, com os nervos à flor da pele,
dando mais trabalho aos juizes. O Monosalvaje não foi nada
bem nas finais, terminando em quarto lugar com 16 pontos. O Attack-Rapinas
foi muito bem no primeiro jogo, fazendo 98 pontos contra 4 do
Monosalvaje, mas perdeu para o Mercenários por 98 a 4 também
e depois para o Fusion por 100 a 0, terminando em terceiro lugar
com 102 pontos. O Mercenários ganhou o primeiro jogo contra
o Attack-Rapinas, como dito anteriormente, depois ganhou do Monosalvaje
por 96 a 4 e infelizmente perdeu uma única partida em todo
o torneio contra o Fusion por 92 a 16 ficando com o título
de Vice-Campeão com 210 pontos e o Fusion terminou como
Campeão com 290 pontos.
Uma coisa
que me chamou a atenção foi o excelente desempenho
das equipes do Brasil, Mercenários e Attack-Rapinas, já
que ambas estavam com nova formação que entrava
em campo juntas pela primeira vez. O Mercenários jogou
com Tony Huamani, Daniel B. Huamani, Igor Cintra, Fabrício
Sidor e Roberto Jefferson Filho, sendo que Fabrício e Robertinho
eram jogadores do Fênix do Rio de Janeiro. Fabrício
já havia jogado com o Mercenários na Colombia, mas
Robertinho estava fazendo sua estreia no time e o conjunto foi
muito bom! O Attack se desfez de 3 jogadores, ficando apenas Kiko,
Ademir e Baxo da formação original, juntando-se
com Guga e Rafinha do Rapinas. Na última hora o baxo teve
um ataque de piriri por medo de avião e o Erik veio de
Minas Gerais para subsituí-lo e pelo resultado, pode-se
ver que a mistura também deu muito certo. tanto o Mercenários
como o "Atarrapinhas" fizeram jogos limpos e bonitos
de se ver. Os jogadores do Attack-Rapinas, sempre muito simpáticos
e cordiais, provaram que a nova formação do time
vai dar muito trabalho e tem grandes chances de sucesso neste
CSP 2006.
Foi uma grande
alegria poder rever os amigos dos países vizinhos e fazer
novas amizades, ver como as equipes progrediram desde o início
do CSP em abril de 2005, mas, acima de tudo, senti um orgulho
enorme ao ver o entusiasmo de equipes novas e antigas e dos organizadores,
provando que todo o esforço que estamos fazendo para realizar
o Circuito Sul-Americano de Paintball está proporcionando
um entrosamento e crescimento jamais visto em nosso esporte na
América do Sul.
Agradeço
sinceramente aos nossos patrocinadores, organizadores de cada
etapa, juizes, pessoal de apoio e principalmente aos jogadores
que não mediram esforços nem despesas para viajar
e tornar este torneio um grande espetáculo.
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