CIRCUITO SUL-AMERICANO DE PAINTBALL
2a. ETAPA SÃO PAULO – BRASIL
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A Segunda Etapa do Circuito Sul-Americano de Paintball realizada dias 27, 28 e 29 de maio foi, sem dúvida nenhuma, o campeonato mais movimentado que já houve no Brasil.

Novamente o local escolhido para sediar este grande evento foi o Hotel-Fazenda Aldeia do Vale, na cidade de Jacareí no estado de São Paulo, por suas instalações perfeitas para campeonatos de paintball, pela hospitalidade de seus proprietários e funcionários e pelos preços promocionais e excelente comida oferecida aos jogadores.

Tivemos um número recorde de países Sul-Americanos representados neste torneio. Pela primeira vez na história foram reunidas equipes da Argentina, Brasil, Chile e Equador, fazendo com que se pudesse avaliar a real situação do paintball em nossa parte do continente. Apesar de um pouco de dificuldade de comunicação ( dos 5 países, 4 falam espanhol e somente no Brasil se fala portugues), a integração dos jogadores foi perfeita, com gente muito divertida . Acho mesmo que o time que melhor representou esta integração foi o Cats & Rats (não me perguntem de que país…), pois contava com jogadores da Argentina, Chile e Brasil! De acordo com Wagner Mazza (jogador do Rapinas que juntamente com o Rafinha integraram este time), o nome correto seria Equipe Mercosul.

Até o pessoal que trabalhava no torneio era internacional! A mesária, Clara, é argentina. Do corpo de juizes, 2 eram argentinos y o juiz máximo foi Rodney Squires, do time Norte Americano Dynasty e nas semi-finais e finais contamos com reforços de juizes chilenos. Por sorte todos os juizes, brasileiros e argentinos assim como eu e Clara, falamos ingles e o torneio parecia uma Torre de Babel, onde ouvia alem do espanhol de vários países e o ingles, todos os sotaques de norte a sul do Brasil.

Para dar um toque a mais no evento, arranjamos uma clínica com Rodney Squires para a sexta-feira, dia 27. Daniel Huamani da equipe Mercenários fez as traduções ajudou Rodney a coordenar os exercícios dados aos jogadores. A clínica contou a com a participação de 40 jogadores do Brasil, Argentina e Equador e de acordo com os jogadores foi excelente e o que foi aprendido foi imediatamente aplicado no campeonato nos dias seguintes.

Infelizmente a equipe Alma Feurte, que seria a única representante da Colombia, teve um problema de última hora e não pode viajar.

Os times da Argentina, Chile estão demonstrando um grande progresso a cada torneio e creio que com a injeção de ânimo dada pela realização deste circuito haverá um empenho ainda maior das equipes em treinar e elevar o nível do paintball em seus países. Os Monosalvajes do Equador mostraram que lá no norte da América do Sul o paintball está bem desenvolvido e estamos ansiosos pela etapa da Colombia em setembro, quando teremos a oportunidade de encontrar outras equipes da Colombia, Venezeula, Equador, Peru e Bolívia.

Os times foram divididos em 4 chaves, como segue:

CHAVE 1
P.T.G. -Chile
Cats & Rats - Argentina/Chile
War Adventure - Brasil
Coiotes - Brasil
Papeletto - Brasil
Brainstorm - Brasil
CHAVE 2
Mercenários - Brasil
Moonwalkers - Argentina
Piranhas - Brasil
Fire - Brasil
Ninjinhas - Brasil
Destroyers - Brasil
CHAVE 3
Attack - Brasil
Alma Fuerte - Colombia
Warriors - Brasil
Mosca Frita - Brasil
Ninjinhas Jr. - Brasil
Sombra - Chile
Gorilaz - Brasil
CHAVE 4
Réplica - Chile
Monosalvaje - Equador
Hit-Man - Brasil
Renegade - Brasil
Jungle Boyz - Brasil
Papeletto Black - Brasil

De todos estes times, quem merece destaque é o Warriors, iniciante, com jogadores jovens, cheios de energia que chegaram para ficar e dar cada vez mais trabalho, ajudando nosso esporte a crescer.
Os jogos preliminares do 5-Man Open começaram no sábado às 8:00 e seguiram até as 15:00h., quando então demos início aos jogos da categoria Super-7. Esta categoria é bem mais descontraída que o 5-Man, já que não faz parte do Circuito Sul- Americano e é um torneio bem menor, onde só aceitamos 9 equipes que se dividem em 3 chaves:

CHAVE 1
Ninjinhas
Papeletto
Gorilaz
CHAVE 2
Mercenários
Hit-Man
Sombra
CHAVE 3
Brainstorm
Mosca Frita
Destroyers

Infelizmente nosso compressor e booster não davam conta de encher tantos cilindros, já que as marcadoras com ramping consomem muito mais ar… As filas na estação de recarga andavam lentamente e tínhamos que organizá-la constantemente para que as equipes impacientes respeitassem a ordem dos jogos e desta forma contribuíssem com o bom andamento do torneio.
O cronograma previa a realização de todos os jogos do Super-7 no sábado, mas devido aos contratempos no ar comprimido, tivemos que deixar as finais para o domingo, cujos jogos seriam entre Ninjinhas, Papeletto e Hit Man.
A grande diversão do sábado à noite foi assistir o “Show de Axé Bahia” dado pelos jogadores do Equador que mostraram conhecer toda a sexy coreografia desta dança brasileira. Este pessoal do Equador é extremamente simpático e divertido; na verdade os outros jogadores até trocaram o nome da equipe, de Monosalvaje para MONOS LOCOS!
No domingo iniciamos os jogos com os que faltavam nas preliminares do 5-homens. Os 2 melhores pontuados de chave passaram para as semi-finais, onde foram divididos por sorteio em 2 chaves:

CHAVE 1
Mercenários
Jungle Boyz
Attack
Brainstorm

CHAVE 2
Papeletto
Renegade
Warriors
Fire

Nesta etapa os jogos já ficaram mais nervosos e o público mais atento. Os juizes tinham que redobrar a atenção e adicionamos mais 2 juizes chilenos para reforçar a arbitragem. Marcelo Prieto e Cromo, acostumados ao frio do Chile, suavam muito! Pensei que fossem desmaiar de calor… Cromo, muito vermelho e cansado, ficou firme eu seu sofrimento de juiz, mas Marcelo, jogador do Sombra, também fez um bom trabalho, disse que a experiência foi terrível! Que nunca pensou que fosse tão difícil apitar jogos e que nunca mais quer repetir a experiência… Como eu sempre digo, todos os jogadores deveriam ter seu dia de juiz para dar valor a este trabalho.

Os jogos foram muito equilibrados e não havia jogadas mirabolantes, ou uma equipe se destacando mais que a outra.

As finais foram realizadas por 4 equipes – os dois melhores pontuados de cada chave, que jogaram todos contra todos:

Mercenários – Jungle Boyz – Fire – Papeletto.

Nesta fase final, destacou-se a jogada de Daniel, jogador da equipe Fire, que nun jogo contra o Jungle Boyz ficou sozinho contra dois jogadores que disparavam incessantemente contra ele… parecia o filme Matrix! Daniel conseguiu desviar dos tiros cruzados e eliminou os dois jogadores do Jungle Boys, pegando e cravando a bandeira garantindo assim o título de campeão ao Fire.









O time Fire ter ganho este campeonato foi, em minha opinião, a coroação e recompensa por tantos anos de um excelente trabalho que vem sendo realizado pelo Albano, capitão do Fire, que é sem dúvida o grande responsável pela formação de muitos novos times e pela participação das equipes cariocas em tantos campeonatos, contribuindo de forma muito importante para a grandeza dos principais eventos realizados no Brasil. Fizeram bonito neste torneio, com a integração e talento de seus jogadores. Parabéns pelo merecido título!

Após as finais do 5-Homens passamos imediatamente às finais do Super-7. Já estava ficando tarde e o sol já estava se pondo. Jogaram as 3 equipes e o Ninjinhas foi o campeão desta modalidade, num jogo que teve que ser feito meio na penúmbra, infelizmente. Prometo que da próxima vez tomaremos providência para que isso não torne a ocorrer.

Foi emocionante ver pela primeira vez tantas equipes estrangeiras participando de um torneio no Brasil. Uma festa de idiomas, sotaques e costumes. Lamento a atitude anti-esportiva e irresponsável de alguns jogadores e acompanhantes que teantaram intereferir no jogo e na arbitragem do lado de fora do campo, forçando a organização a ter que se preocupar também em fiscalizar a platéia, além de cuidar de todo trabalho normal do campeonato. Este é outro problema que teremos que resolver na próxima etapa – logicamente teremos que contratar mais juizes, para colocá-los do lado de for a também, e com isso aumentar as despesas e assim, os torneios vão se tornando mais caros graças a pessoas que pensam que estão sendo muito espertas tentando prejudicar o bom andamento de nosso trabalho.

Nossos juizes foram sem dúvida alguma as grandes estrelas deste campeonato. Todos, sem excessão, fizeram um trabalho excelente: Rodney Squires (EUA), Marcos Sabóia, Ricardo Larcher, Cleber Jorge (estes do Brasil), Ariel “Jazzman” Santillan e Ariel “Elvis” D’andrea, ambos argentinos. Rodney demonstrou uma calma inabalável, tomando decisões inflexíveis, mas muito justas, mostrando que não basta conhecer as regras… um juiz deve ter o bom senso de saber como aplicá-las na medida certa. Logicamente seu trabalho foi muito facilitado pelo ótimo trabalho do corpo de juizes que foi totalmente imparcial, cometendo pouquíssimos erros, menos do que já vi em qualquer outro torneio em que já estive. Na votação de Melhor Juiz, tivemos uma das decisões mais difíceis, com Marcos Sabóia, Jazzman e Elvis empatados em segundo lugar e novamente o Cleber sendo o vencedor, com apenas 1 voto de vantagem! É isso aí, Come-Terra! Mais um bem-merecido trofeu para sua coleção!

Nosso pessoal de apoio também não deixou nada a desejar. O Piu e o Diego trabalharam incansavelmente, sem perder o bom humor e cordialidade, a Clarita às vezes quase desistia diante dos desmandos de alguns jogadores, mas o Silvo, coitadinho, estava à beira de um ataque de nervos pilotando o compressor que não dava conta, jogadores furando fila e reclamando e eu tendo piripaques do lado dele porque os times estavam se atrasando para a entrada… Acho que eu e o Silvio fomos quem mais sofreram com a pressão do cronograma apertado. Estes são os bastidores que muitas vezes passam despercebidos para a grande maioria dos presentes num torneio.

O prêmio de Fair Play foi dado à equipe Réplica, do Chile. Foi uma decisão muito difícil, porque vários times demonstraram que sabem jogar bem e de maneira limpa… ganhando com classe e perdendo com educação. A simpatia dos jogadores Cromo e Miguel certamente tiveram muito a ver com esta difícil decisão.

A empresa HF7 foi contratada por nós para filmar os jogos e fazer DVD de altíssimo nível. Esperamos contar com a colaboração dos jogadores no sentido de comprarem seus DVD’s em vez de fazerem cópias piratas, pois estamos investindo muito neste trabalho e a realização de futuros DVD’s dependerá exclusivamente da reação dos jogadores. Cópias piratas saem muito baratas… mas para economizar alguns trocados, muitas pessoas prejudicam muito a realização deste tipo de trabalho e faz com que não tenhamos interesse em realizá-lo. Contamos com sua cooperação.

Agora já estamos nos concentrando na próxima etapa, que se realizará na Argentina dias 27 e 28 de agosto e que certamente também reunirá um bom número de equipes que irá não só para disputar o torneio, mas também para desfrutar da excelente comida, churrasco e parrilladas daquela país.
Agradecemos às equipes que participaram de mais esta etapa, nossos juizes e pessoal de apoio e aos nossos patrocinadores : Smart Parts, Adrenaline Games, Gol Linhas Aéreas, Brass Eagle, JT, WGP e PSP e agradecemos também ao Puma, da Argentina, por ter enviado o reporter Santiago (muito simpático) para fazer a matéria para o programa de esportes Fire Ball da TV Argentina e a AAP (Asociación Argentina de Paintball) por nos ter enviado 2 excelentes juizes: Ariel Santillan e Ariel D’Andrea.

CLASSIFICAÇÃO GERAL:

5-man Open

1- Fire RJ
2 - Papeletto RJ
3 - Jungle Boyz SP
4 - Mercenários SP
5 - Brainstorm PR
6 - Renegade SP
7 - Attack SP
8 - Warriors PR
9 - Ninjinhas SP
10 - Ninjinhas JR
11 - Coiotes SP
12 - Hit Man PB
13 - Gorilaz SP
14 - Papeletto Black RJ
15 - Mosca Frita RJ
16 - Sombra CHILE
17 - Catz and Ratz - AR/CH/BR
18 - Piranhas SP
19 - PTG CHILE
20 - Moonwalkers ARGENTINA
21 - Monosalvage EQUADOR
22 - War Adventure SP
23 - Destroyers RS
24 - Réplica CHILE

Super 7


1- Ninjinhas SP
2 - Mosca Frita RJ
3 - Hit Man PB